"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14.6

Coluna: FALANDO A ALMA
Nome: ROGÉRIO B. BERNARDES
E-mail: oirerog@gmail.com
Igreja: CASA DE ORAÇÃO EM JARDIM MARILÂNDIA
Memorando:

Rogério Batista Bernardes, casado com Marilene Rodrigues Bernardes, pai de Miguel e Marilia, nascido em Ecoporanga, em 1969.

Graduado pela Universidade Federal do Espirito Santo; Formado e Especializado em Psicanálise Clínica Pela UNIG e ABPC; Especializado em Gestão Pública Municipal, pelo IFES.

Quantidades de pessoas que visualizaram este texto193 Quantidade de pessoas que curtiram este texto Quantidade de pessoas que não gostaram deste texto

05/12/2015 13:28:47

SABER E SABEDORIA

Eclesiastes 09.13-17.

“Também vi sabedoria debaixo do sol, que foi para mim grande:

Houve uma cidade em que havia poucos homens, e veio contra ela um grande rei,  e a cercou, e levantou contra ela grandes tranqueiras: e vivia nela um sábio pobre, que livrou aquela cidade pela sua sabedoria, e ninguém se lembrava daquele pobre homem.

Então disse eu: melhor é a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre foi desprezada, e as suas palavras não foram ouvidas. As palavras do sábio devem em silêncio ser ouvidas, mais do que o clamor dos que dominam sobre os tolos.”

O saber nem sempre resulta em sabedoria. O saber pode me trazer status, mas só a sabedoria me permitira usar o poder do saber, de forma construtiva. Todos nós sabemos, ou achamos que sabemos, mas quanto mais sábios nos acharmos, menos aprenderemos. Sócrates, considerado o pai da filosofia clássica, disse a célebre frase: “Sei que nada sei”, embora não fora dita como sinônimo de humildade, essa frase nos ensina que quanto mais buscarmos o conhecimento, mais perceberemos sua profundidade.

Lendo Eclesiastes, percebemos que Salomão aprendia com tudo ao seu redor. Seus conceitos estavam em constante construção. No texto inicial, Salomão fez questão de dizer que a lição extraída do episódio, foi para ele “mui grande”. Quero convidá-lo a fazer comigo as seguintes reflexões:

Se o sábio fosse:

1º - Um nobre – O povo daquela cidade possivelmente o aplaudiria, registrá-lo-ia nos em seus anais históricos. Possivelmente seria seu governante;

2º - Um aproveitador – usaria o episódio para tornar-se conhecido, faria do fato uma bandeira política e ou econômica e se promoveria socialmente;

3º - Um fanfarrão – colocaria seu nome nos contos, tornar-se-ia uma lenda, todos recontariam seus feitos. Ele seria: O CARA.

Mas Salomão disse que ele era um pobre homem. Salomão não disse que era um infeliz, um homem triste, um homem miserável, simplesmente era um pobre homem. Cuja sabedoria levou-o a defender àquela cidade. Para continuar sua vida não era necessário mudar seu padrão, não buscava a vanglória. A grande diferença entre ele e os demais estava nos valores. Para seus contemporâneos maior valor teria os que possuíssem títulos e bens. Assim, o herói da nossa história acabou esquecido.

Amigo, você tem algum herói anônimo?

De quais heróis você tem se lembrado?

Pare, olhe sua história, lembre daquela pessoa por mais simples que fora.

Lembre-se do conselho, do exemplo, da indicação, do apoio, do ouvido, da exortação que tenha recebido.

Lembrou-se de algum sábio?

Se positivo, procure-o. Fale da importância que ele teve na sua vida. Honre-o.

Isso com certeza fará bem a ambos.

Rogério da Marilene.

 

Casa de Oração em Jardim Marilândia - Vila velha/ES
by, Fabiano de Azeredo