"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14.6

Coluna: FALANDO A ALMA
Nome: ROGÉRIO B. BERNARDES
E-mail: oirerog@gmail.com
Igreja: CASA DE ORAÇÃO EM JARDIM MARILÂNDIA
Memorando:

Rogério Batista Bernardes, casado com Marilene Rodrigues Bernardes, pai de Miguel e Marilia, nascido em Ecoporanga, em 1969.

Graduado pela Universidade Federal do Espirito Santo; Formado e Especializado em Psicanálise Clínica Pela UNIG e ABPC; Especializado em Gestão Pública Municipal, pelo IFES.

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05/12/2015 11:34:10

MAIS OU MENOS UM ANO

Estamos no fim de dezembro. Momentos de encerramento de um período denominado um ano. 365 dias e 06 horas. Por volta dessa mesma data, no ano anterior, possivelmente você parou, consultou a memória, lembrou dos fatos que registrou, e traçou os planos ou metas para o ano por vir.

Lembro-me que fiz algumas promessas, inclusive a outros, de que faria..., e não fiz. Lembro-me também, que disse que não faria, mas fiz...

Ao ler Provérbios 30 – 15 e 16, vemos: “A sanguessuga tem duas filhas: Dá, Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e quatro nunca dizem basta. A sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo, nunca dizem: basta".

 Deparei-me com as filhas da sanguessuga: Dá e Dá, bem como com  as quatro  coisas insaciáveis: a sepultura, a madre estéril, a terra seca e o fogo.”

Ao analisar esses versículos, percebi que passei o ano MAIS: Pedindo, sugando, desejando, reclamando, maldizendo, orgulhando, defendendo, aproveitando, folgando, DO QUE: Doando, esvaindo, crucificando, agradecendo, bendizendo, humilhando, ouvindo, renunciando, trabalhando.

Esse simples balanço mostrou-me, que naturalmente passei mais um e menos um ano de vida, insaciado: Dá... Dá... Senhor! Dá... Dá... Meu Deus! Dá... Dá... Irmão!   Dá... Dá... Igreja! Dá... Dá... Papai! Dá... Dá... Mamãe! Dá... Dá... Esposa! Dá... Dá... Meu filho! Dá... Dá... Minha filha! Dá... Dá Governo! Dá... Dá... Patrão! Dá... Dá... Amigo! Dá... Dá... Vizinho! Dá... Dá... Dá... Dá...

Estive também como a:

SEPULTURA: Insensível, quantos forem os mortos, essa os traga. Esta sempre aberta para sepultar outros.

A MADRE ESTÉRIL: Desejando todos os dias, mas não gerando, não fecundando, não produzindo vida.

A TERRA SECA: Essa nunca se farta de água. Por mais que chova, logo se secará, e seu desejo por água continuará.

O FOGO: Tudo destrói, lambe, queima, por onde passa devora a vida existente, transforma em deserto, a aparência é danificada. Nada fica indiferente a sua presença.

Esses comportamentos destroem meus relacionamentos, minha fé, minha comunhão. O excesso de mim mesmo, me impede de viver. Assim só posso dizer que: mais um ou menos um ano de “vida”.

O que é vida?

Vida produz vida ou produz morte?

A morte produz vida?

O que faremos no próximo: ano, mês, dia, horas?

Dá, Dá!

Ou

Doa, Doa!

 

Rogério da Marilene.

 

Casa de Oração em Jardim Marilândia - Vila velha/ES
by, Fabiano de Azeredo